Férias Fashion – Floripa e suas rendeiras

Opa! Estou de volta de Florianópolis, bela capital catarinense que eu ainda não conhecia. Uma viagem que deveria se resumir a não fazer absolutamente nenhum esforço maior do que a caminhada até a praia, que era ali na esquina. Só que a gente que é jornalista (ou simplesmente um curioso de plantão) sempre fareja alguma coisa…

Floripa é famosa por suas rendeiras. Existe inclusive a avenida das Rendeiras, que margeia a Lagoa da Conceição (aliás, vale conferir o pôr do sol na beira dessa lagoa, viu?). Desde o final da década de 40, início da de 50, as rendeiras se instalaram em Florianópolis. A renda de bilro foi trazida pelos portugueses no período colonial. Sim, as madames da época faziam suas rendas, mas as mulheres dos trabalhadores, em especial dos pescadores, se dedicavam ao trabalho artesanal.

O trabalho dessas rendeiras tem passado de mãe para filhas há gerações. Eu não podia deixar de dar uma olhadinha…

Minha primeira parada foi na Casa da Alfândega, no centro de Floripa. Lá, diversos artesãos da cidade, e não apenas rendeiras, vendem seus trabalhos. Encontrei muitas coisas lindas, até um brinco feito de escamas de peixe, mas nenhuma renda que fizesse o meu coração bater mais forte.

Como já estava hospedada na região, peguei um táxi e fui até a famosa avenida das Rendeiras para almoçar. Após o almoço (e a apreciação do já citado pôr do sol) entrei em uma casinha rosa com a placa ‘Bernardete Rendas’. Estava encantada: blusas, bolsas, toalhas, colchas, capas para  almofadas…tudo trabalhado cuidadosamente em renda de bilro. Queria levar metade da loja comigo! A vendedora, simpática, nos atendeu (“nos” porque, claro, eu levei o digníssimo namorado comigo. Coitado…), deu dicas, sugestões e fez aquele fim de tarde ainda mais agradável. Saí de lá com presentes e, para mim, o colete abaixo. Não é lindo?

 

Encantada com meu colete…e com meu brinco de escama! Dá para ver?

 

Então já sabe: se for para Florianópolis, dê uma passadinha na avenida das Rendeiras!

Mais dicas em Floripa (porque além de moda eu também sou repórter de turismo agora…rs)

Praia da Joaquina – foi lá que fiquei hospedada. Fica cheia aos fins de semana, mas durante os outros dias parece que foi feita sob medida para você. Suba na Pedra Careca (de tênis) e admire a vista.

Restaurantes Maurílio I e II – um taxista me disse que são os melhores de Floripa, e ficam ali, na beira da praia da Joaquina. No I, o atendimento foi um pouco demorado, mas o prato para dois daria tranquilamente para quatro pessoas. No II a espera foi ainda maior (mas o restaurante estava cheio, então perdoado). Peça a tainha com arroz e salada: você vai comer muito bem e sem ficar estufado.

Restaurante O Barba Negra – cantinho comandado por um casal paulista na beira da Lagoa da Conceição, me fez sentir em casa. Peça o penne ao molho de camarões: você não vai se arrepender!

Ponte Hercílio Luz – cartão-postal de Floripa, está fechada desde 1982. Na praça Hercílio Luz é possível ter uma vista panorâmica linda (foi onde eu tirei a foto do post anterior, ó).

Transporte – seguinte: o sistema de ônibus em Floripa é horrível. Tanto que é uma das questões centrais das eleições de agora por lá. Os ônibus demoram e tudo é muito longe para quem não está de carro. Tive que me virar com os táxis mesmo, que não são caros.

 

P.S.: sabe, hoje era para eu ter postado outra coisa…estava até pronto. Mas não deu certo. Deixa para outro dia, mas será uma grande surpresa…

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