Crônica Fashion Especial SPFW: desfiles e seus atrasos

E começou mais um São Paulo Fashion Week, minha gente! Hoje consegui assistir três desfiles e meio: Ronaldo Fraga, Têca por Helô Rocha e (divo!) FH por Fause Haten, mais metade do da Ellus. Este desfile da Ellus estava previsto para começar às 21h: começou 22h30. Uma hora e meia de atraso! Mas a culpa não é só desta grife: TODAS as marcas atrasaram seus desfiles. E elas acham isso NORMAL!

Eu entendo tudo, sabe? Entendo que tem modelo que desfila para todas as marcas, entendo que tem que refazer maquiagem, ensaiar na passarela, desmontar cenário (quando há). Tudo isso é compreensível. Mas, se todo mundo já sabe disso, porque não marcar os desfiles em horários reais? Não prometa começar um desfile uma hora após o outro se em uma hora não dá tempo de fazer tudo o que precisa ser feito… E, no mínimo, uma grande falta de respeito: com quem assiste, com quem modela, com todo mundo!

Passado o breve momento de revolta, vamos aos destaques do dia…

Osklen – essa aqui veio para esquentar mesmo o inverno. E, no calor que estava hoje em São Paulo, imagino que o melhor amigo das modelos tenha sido o ar condicionado. Como bem disse uma grande professora minha, a Osklen está muito voltada para o mercado internacional. Desculpem amores, mas frio assim ainda não tem no Brasil…pelo menos não com direito a lã de alpaca!

Ronaldo Fraga – mais uma coleção brilhante e com uma surpresa no final, a ciranda de modelos, que portavam tranças e-nor-mes, de dois metros de comprimento, ora enroladas, ora nas mãos. As formas amplas ganharam ainda mais fluidez depois dessa dança bem montada, que abriu os “trabalhos” no parque Villa Lobos, já que o desfile da Osklen foi realizado fora do parque, em uma galeria no bairro dos Jardins.

Têca por Helô Rocha – gratíssima surpresa a coleção de Helô Rocha! Tudo muito suave, feminino, lindo! Gostaria de ter pelo menos 70% dos figurinos desfilados dentro do meu guarda-roupa, e acredito não ser a única!

FH por Fause Haten – precisa mesmo falar desse cara? Esse cara que faz roupas simplesmente fabulosas e ainda se dá ao luxo de cantar no próprio desfile? Um arraso! (antes que alguém abra a boca para falar “ah, tá vendo, nada que se desfila no SPFW dá para usar na rua, atenção: estamos falando aqui de, como o outro diz, “despirocamento da arte”. O negócio aqui é pirar na batatinha mesmo, e Fause Haten cria o seu universo de maneira sublime)

Tufi Duek – também peguei só o finalzinho do desfile da grife de Eduardo Pombal, mas continuo achando a mesma coisa: isso que é roupa para mulheres finas e fatais! Ainda mais no desfile de hoje, repleto de peças pretas, justas…um clima que para alguns pareceu sombrio me fez lembrar aquele sorriso misterioso, faceiro mesmo, que só nós mulheres sabemos dar. O clássico Os Pássaros, do gênio  Alfred Hitchcock, foi a inspiração. Sentiu o suspense no ar?

Triton – a palavra de ordem aqui é “continuidade”. A grife manteve a mesma base que a inspirou no desfile de verão 2013. Sportswear fino, com peças amplas e utilitárias, daquelas com bolsos e zíperes por todos os lados.

Ellus – performática, a grife colocou um verdadeiro exército de modelos na passarela demarcando o caminho dos outros que iriam desfilar. As peças são descomplicadas, mas nem por isso pouco luxuosas. A cartela foi escura, de cinzas e azuis, com toques amarelo solares para animar a plateia.

E agora bora dormir que amanhã tem muito mais! 🙂

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