Dois livros na mochila, um livro com lápis de cor em casa

Que eu não saio de casa sem um livro na bolsa vocês já sabem. Só que nesta semana eu saí de casa carregando dois na mochila, além de ter um outro me esperando em casa.

Comecei a ler Cozinhar, do Michael Pollan (Ed. Intrínseca), há menos de um mês. É um livro que eu queria ler há quase um ano, adquirido na última Bienal do Livro de São Paulo. Pollan vai em busca das origens do hábito de cozinhar, mostrando que é ele que nos diferencia dos outros animais. O livro é dividido de acordo com os quatro elementos (fogo, água, ar e terra), relacionando cada um deles com um processo culinário: o churrasco, os cozidos, a panificação e a fermentação.

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“Ah, mas quem não gosta ou não sabe cozinhar não vai gostar desse livro”, você pode pensar. O livro é ótimo, diz a pessoa que não sabe fritar um ovo. É uma grande reportagem, super bem escrita. Sabe quando eu falo que a moda é uma maneira de expressão social? Pollan aplica isso à comida e faz todo o sentido.

Além do Cozinhar eu comecei a ler outro livro pelo caminho. Foi em uma noite esperando um amigo chegar para o jantar que resolvi passear na livraria e folhear um exemplar de Um Brinde A Isso (Ed. Intrínseca). Quando me dei conta, estava na página 60 da biografia de Betty Halbreich, lendária personal shopper da loja Bergdorf Goodman, loja localizada no ponto mais elegante da Quinta Avenida em Nova York,

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Há quem considere que Betty não passa de uma menina rica que deu certo na vida. Ela mesma é a primeira a acreditar nisso, quando descreve seu caminho até o primeiro dia de trabalho na gigante do luxo. Betty sempre se vestiu bem e teve acesso a boas roupas, mesmo que não fossem a última moda. Só que também foi uma mãe ausente, teve um casamento infeliz e foi parar em uma clínica psiquiátrica antes de ousar pisar com seus sapatos de salto no chão de mármore da Bergdorf. É uma história de superação com boas doses de humor, já que Betty é famosa por sua sinceridade sem limites.

O último livro que fez minha semana foi o Floresta Encantada (Ed. Sextante), da Johanna Basford. Sim, eu também me rendi a onda dos livros de colorir para adultos.

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Johanna é uma ilustradora escocesa que já vendeu mais de um milhão de exemplares do seu primeiro livro, Jardim Secreto. Floresta Encantada é o segundo livro dela e eu estou apaixonada. Chegar em casa depois de um dia de trabalho e pegar o porta-lápis repleto de cores é realmente relaxante. Fora o orgulho que dá ver um desenho pronto. Sim, você sabe que não é uma obra inteiramente sua, mas dá orgulho.

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Eu pintei esse de baixo… Jardim Secreto é da minha mãe rs

Achei que minha cabeça fosse ficar confusa ao ler dois livros ao mesmo tempo, mas até que não. O problema maior foi controlar as ansiedades em relação a cada um deles, querer saber como eles continuam e ter que decidir qual ler na volta para casa. Agora que o Cozinhar acabou poderia focar em Um Brinde A Tudo, mas já estou aqui pensando em outro para ler combinado com ele…

E você, qual livro vai ler nesse feriado? Comente!

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