10 + 1 peças de roupa que te encantaram apenas com sua descrição nos livros

1. As primeiras vestes de bruxo do Harry Potter

2. Ainda nesse universo, o vestido que a Hermione usa no baile de inverno em Harry Potter e o Cálice de Fogo

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3. A Capa da Invisibilidade, óbvio!

Tá bom vai, chega de Harry Potter…

4. O vestido da Katniss que pegava fogo em Jogos Vorazes

Sculpting 02 - Girl on Fire (Katniss Everdeen)

5. Qualquer um dos looks da Effie

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Musa!

6. O guarda-roupa inteiro de Andrea Sachs, de O Diabo Veste Prada, depois da transformação

7. A bolsa e o guarda-chuva de Mary Poppins

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8. A “roupa de viver” de Joana, de Perto Do Coração Selvagem

9. Não é bem uma peça de roupa mas vá lá: a toalha, item essencial para um Mochileiro das Galáxias (feliz dia da toalha atrasado, gente!)

10. Fraque e cartola de Policarpo Quaresma

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+1. Essa não é para se encantar e sim para pensar: o poema “Eu, Etiqueta” de Carlos Drummond de Andrade:

Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome… estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comparo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou – vê lá – anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam
e cada gesto, cada olhar
cada vinco da roupa
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrine me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.

Tem muitos outros figurinos marcantes espalhados por páginas de livros. Quais são inesquecíveis para você? Comente!

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