Moda e sustentabilidade: seja uma fashionista consciente

A discussão entre moda e sustentabilidade não é novidade aqui no AT. Aliás, foi querendo cobrir pautas relacionadas ao meio ambiente que eu entrei no mundo da moda, no longínquo 2008, com uma matéria sobre ecobags (que se perdeu no limbo, mas que, se um dia eu recuperar, posto aqui como um #tbt). A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo, e nós como consumidores temos o dever de ser mais eco-friendly.

Do lado de quem fabrica, existe um movimento para buscar formas de reduzir o uso de elementos químicos pesados durante diversos processos da fabricação das roupas, assim como o consumo de energia e de água. Além disso, alguns fabricantes têm buscado materiais reciclados ou reutilizáveis para trabalhar.

Só que nós, como consumidores, também precisamos fazer a nossa parte e ter uma postura mais consciente em relação às roupas. De acordo com uma pesquisa divulgada neste ano pela agência McKinsey & Company, em parceria com os ma-ra-vi-lho-sos do The Business of Fashion (já falei do podcast deles aqui ó), a chamada economia circular, ou seja, o ciclo de compra de roupas, faz com que 500 milhões de euros em peças de roupas sejam descartados – isso mesmo, jogados no lixo – anualmente. É muita coisa. Por isso, devemos nos render menos às tendências e comprar mais roupas de qualidade; assim, o descarte tanto de peças que em poucos meses não combinam mais com a gente tanto de outras peças que estragaram diminuirá muito. 

Em outra ponta do negócio, o varejo, a sueca H&M também tem buscado um trabalho mais sustentável. A gigante do fast fashion afirma ter reduzido em 21% as emissões poluentes de sua operação no mundo todo e tem como objetivo usar 100% de fibras recicladas e/ou orgânicas em sua produção até 2030. 

Além disso, eles estão de olho em seus fornecedores – e aí vem a parte que me entristece. Na última semana, a H&M anunciou que suspenderá a compra de couro brasileiro para suas confecções, diante dos incêndios na Amazônia e os discursos sem sentido do presidente Jair Bolsonaro, que cada vez mais tem colocado o Brasil como um vilão ambiental mundial. Ainda neste tema, outras marcas como Timberland, Vans e The North Face também anunciaram que vão deixar de comprar couro brasileiro.

O nosso planeta não tem tempo de esperar que as pessoas sentadas nas cadeiras importantes passem a ter uma postura mais sustentável em relação à moda; esse processo está acontecendo, mas ainda engatinha. Temos que fazer a nossa parte, e isso começa dentro de casa:

  • evite compras por impulso ou apenas para seguir tendências. Estude seu estilo e tenha em mente as peças que combinam com você;
  • não lave roupas várias vezes por semana. Tente acumular as peças um pouco mais e lave tudo de uma vez, buscando economizar água. E use secadoras apenas se for extremamente necessário;
  • a peça estragou? Antes de pensar em descartá-la, veja se você pode consertá-la – ainda mais se é aquela roupa coringa ou que você a-m-a;
  • leve suas ecobags às compras, inclusive as compras de roupas. Sacolas plásticas e de papel, depois que a roupa vai para o armário, são apenas mais lixo;
  • doe roupas que você não usa mais ou venda-as para brechós. A peça que não faz mais sentido para você pode ajudar outra pessoa.

Preparada para ser uma fashionista mais verde e consciente? Então, #tamojuntas !

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