Dicas de moda que aprendi com São Paulo

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Sempre leve um cardigã na bolsa, esteja frio ou calor (você nunca sabe o que esperar do ar condicionado).

Também sempre leve guarda-chuva. O modelo ideal é pequeno, que caiba na sua bolsa.

As sacolinhas plásticas estão cada vez mais raras, o que é bom para o planeta, claro. Quando se deparar com uma, dobre-a e guarde dentro da bolsa; ela servirá para manter seu guarda-chuva molhado longe das outras coisas.

Se você precisa (ou ama) trabalhar de salto alto, também leve-o na bolsa – dirija ou pegue o transporte coletivo com sapatos confortáveis.

Para muitas pessoas São Paulo é uma cidade cinza. Seja você mesmo o ponto de cor nessa cidade, fugindo de vez em quando dos tons neutros.

Se você precisa fazer compras e está com pressa (típico), São Paulo tem dezenas de shoppings a sua disposição. Se está sem pressa e quer economizar dinheiro, duas palavras: José Paulino (mas para economizar tem que ir às lojas certas, viu? Pode sair no mesmo preço de shopping se você não pesquisar.)

São Paulo me ensinou a usar vestidos versáteis, aqueles que funcionam no verão e no inverno. Basta colocar uma meia-calça opaca.

Realmente tenha cuidado com o vão entre o trem e a plataforma quando estiver usando sapatos que não são presos ao pé (ouça a voz da experiência aqui).

Complemente seus looks com acessórios comprados na rua Augusta, na Teodoro Sampaio ou na Liberdade.

Use looks que se adaptem às diversas atividades que essa cidade proporciona: do curso ao trabalho, do trabalho à academia, da academia ao barzinho, do barzinho à balada…

Inspire-se nos estilistas paulistas: na rebeldia de Alexandre Herchcovitch, na modernidade de Gloria Coelho (ela nasceu em Minas Gerais, mas se estabeleceu por aqui), na elegância de Reinaldo Lourenço (de Prudente para a capital paulista), na criatividade de Fause Haten… No fim das contas, rebeldia, modernidade, elegância e criatividade são as características da própria São Paulo. Feliz aniversário! 

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SPFW Verão 2016: parque de diversões, Bowie com Anitta e o desfile de uma modelo só

Acabou o São Paulo Fashion Week 😦

Já que hoje é sábado-emenda-de-feriado e todo mundo está com um tempinho a mais, que tal acompanharmos os desfiles do último dia de SPFW na íntegra? Sim, temos todos os vídeos aqui!

Bora arrasar nesse sábado? Então vem o/

– a modelo única de FH por Fause Haten

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E não era exatamente uma modelo. O estilista, que apresentou sua nova coleção em seu ateliê-loja em Pinheiros, convidou uma de suas clientes para vestir seus looks, e foi exatamente essa sua inspiração: a relação entre cliente e estilista, bem como o universo das blogueiras de moda (obrigada pela homenagem, Fause querido!). Vale a pena conferir essa apresentação:

– as amarrações da Apartamento 03

O estilista Luis Cláudio foi buscar na religião as referências para a sua coleção. O resultado foram vários looks em preto e branco, uma mistura de paz e introspecção. As amarrações na cintura das calças ou nos vestidos traz o foco para a região do ventre, uma área considerada delicada para várias religiões. Apresentação abaixo!

– as peças futuristas e curativas de Gloria Coelho

Como não amar Gloria Coelho? Nesta coleção a estilista propõe a cura através da moda: os forros das peças traziam palavras como “paz” e “proteção” impressas. Com mood bem esportivo, a maioria delas era feita em vinil, outra referência ao chamado futurismo retrô (como o futuro era imaginado nas décadas de 1960 e 1970). E teve direito a Isis Valverde na passarela. Bora assistir?

– os tubarões de Adriana Degreas

A estilista buscou inspiração no universo do surf para a sua coleção de verão, mas além dos atletas outros “seres marinhos” também estavam presentes na coleção: os tubarões, representados em estampas e recortes. Também foi uma marca que apostou com força no preto e branco.

– o surrealismo de Wagner Kallieno

Kallieno foi buscar suas referências para o verão na obra de Joan Miró. Cores intensas, como laranja, verde menta e lilás deram o tom a peças assimétricas. Além delas, muito branco. A influência dos anos 1970 também é visível. Confira a apresentação:

– a ginástica com funk da Amapô

Só a Amapô mesmo para conseguir misturar ginástica aeróbica, Barbarella e David Bowie. E conseguir um resultado lindo. Um dos desfiles mais divertidos da semana, com foco no jeanswear. Vale a pena assistir: você vai ficar ba-ban-do!

– o parque de diversões da 2nd Floor

Para fechar a semana de moda em grande estilo, a marca foi buscar sua inspiração de verão em Coney Island, o parque de diversões de Nova York. A passarela estava forrada de ingressos de parque. Cores vibrantes animaram os looks e fizeram uma despedida incrível para o SPFW.

Acabou? NÃO!

Agora o melhor vídeo do São Paulo Fashion Week: Jout Jout!

Ainda não conhece a vlogger? Então aproveite o sábado para se divertir com seus vídeos 😉 Neste, feito a convite da revista Elle, Jout Jout acompanha o desfile de Alexandre Herchcovitch, descobre que Constanza Pascolato é “normalzinha” e conversa com a modelo Bruna Tenório no backstage.

O SPFW chegou ao fim…qual foi seu desfile favorito? E qual sua aposta para o verão? Comente!

Crônica Fashion Especial SPFW: desfiles e seus atrasos

E começou mais um São Paulo Fashion Week, minha gente! Hoje consegui assistir três desfiles e meio: Ronaldo Fraga, Têca por Helô Rocha e (divo!) FH por Fause Haten, mais metade do da Ellus. Este desfile da Ellus estava previsto para começar às 21h: começou 22h30. Uma hora e meia de atraso! Mas a culpa não é só desta grife: TODAS as marcas atrasaram seus desfiles. E elas acham isso NORMAL!

Eu entendo tudo, sabe? Entendo que tem modelo que desfila para todas as marcas, entendo que tem que refazer maquiagem, ensaiar na passarela, desmontar cenário (quando há). Tudo isso é compreensível. Mas, se todo mundo já sabe disso, porque não marcar os desfiles em horários reais? Não prometa começar um desfile uma hora após o outro se em uma hora não dá tempo de fazer tudo o que precisa ser feito… E, no mínimo, uma grande falta de respeito: com quem assiste, com quem modela, com todo mundo!

Passado o breve momento de revolta, vamos aos destaques do dia…

Osklen – essa aqui veio para esquentar mesmo o inverno. E, no calor que estava hoje em São Paulo, imagino que o melhor amigo das modelos tenha sido o ar condicionado. Como bem disse uma grande professora minha, a Osklen está muito voltada para o mercado internacional. Desculpem amores, mas frio assim ainda não tem no Brasil…pelo menos não com direito a lã de alpaca!

Ronaldo Fraga – mais uma coleção brilhante e com uma surpresa no final, a ciranda de modelos, que portavam tranças e-nor-mes, de dois metros de comprimento, ora enroladas, ora nas mãos. As formas amplas ganharam ainda mais fluidez depois dessa dança bem montada, que abriu os “trabalhos” no parque Villa Lobos, já que o desfile da Osklen foi realizado fora do parque, em uma galeria no bairro dos Jardins.

Têca por Helô Rocha – gratíssima surpresa a coleção de Helô Rocha! Tudo muito suave, feminino, lindo! Gostaria de ter pelo menos 70% dos figurinos desfilados dentro do meu guarda-roupa, e acredito não ser a única!

FH por Fause Haten – precisa mesmo falar desse cara? Esse cara que faz roupas simplesmente fabulosas e ainda se dá ao luxo de cantar no próprio desfile? Um arraso! (antes que alguém abra a boca para falar “ah, tá vendo, nada que se desfila no SPFW dá para usar na rua, atenção: estamos falando aqui de, como o outro diz, “despirocamento da arte”. O negócio aqui é pirar na batatinha mesmo, e Fause Haten cria o seu universo de maneira sublime)

Tufi Duek – também peguei só o finalzinho do desfile da grife de Eduardo Pombal, mas continuo achando a mesma coisa: isso que é roupa para mulheres finas e fatais! Ainda mais no desfile de hoje, repleto de peças pretas, justas…um clima que para alguns pareceu sombrio me fez lembrar aquele sorriso misterioso, faceiro mesmo, que só nós mulheres sabemos dar. O clássico Os Pássaros, do gênio  Alfred Hitchcock, foi a inspiração. Sentiu o suspense no ar?

Triton – a palavra de ordem aqui é “continuidade”. A grife manteve a mesma base que a inspirou no desfile de verão 2013. Sportswear fino, com peças amplas e utilitárias, daquelas com bolsos e zíperes por todos os lados.

Ellus – performática, a grife colocou um verdadeiro exército de modelos na passarela demarcando o caminho dos outros que iriam desfilar. As peças são descomplicadas, mas nem por isso pouco luxuosas. A cartela foi escura, de cinzas e azuis, com toques amarelo solares para animar a plateia.

E agora bora dormir que amanhã tem muito mais! 🙂